sábado, 22 de novembro de 2008

O fim de semana chuvoso


Nada como um fim de semana chuvoso para lembrar uma mulher de que ela está, de fato, solteira. Quando o dia está quente e ensolarado, sempre aparece uma prainha com as amigas, um churrasco ou uma noitada, o suficiente para deixá-la mais do que satisfeita com sua condição de pessoa livre e desempedida.

Mas e quando chove? Não tem jeito, bate aquela vontade de alugar um filme e de abraçar alguém, como me relatou hoje uma amiga durante um lanchinho no meio da tarde nublada e fria, assim como nossas expectativas em relação à noite de sábado.

Eu mesma não estava tão preocupada assim. Meus pais vieram me visitar e, como acontece sempre que passamos o fim de semana juntos, saímos para jantar: meus pais, minha irmã e o meu cunhado. O evento familiar mais freqüente e importante para mim. Nesses dias, dificilmente sinto falta de um namorado, mas é assim que acontece quando a gente tem a melhor família do mundo. E quando a gente tem os melhores amigos também.

Existe hora pra tudo: pra namorar, pra ir à caça, pra estudar ou trabalhar, pra ir até o "chão chão chão", pra cantar bêbado e pra pular na piscina no fim da festa. Mas também existe aquela hora, não menos divertida ou necessária, de abrir o sofá-cama da sala e assistir Zorra Total (por quê não?), ao lado daqueles que, talvez em um sábado à noite chuvoso e frio, resolveram fazer você, ou que acidentalmente acabaram fazendo. No final das contas, o fim de semana com chuva pode ser mesmo algo inspirador.

Enquanto houver família, a que nos criou e a que nós escolhemos, quem precisa de sol (ou de namorado) para animar o fim de semana?


Enjoy your sunday, como se ele fosse mesmo um sorvete com calda e castanhas...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Herdeiros do Cinismo


Se já existem, há algum tempo, os Paralamas do Sucesso e os Engenheiros do Havaí, muito me surpreende a ausência no mercado dos Herdeiros do Cinismo.

A falta está mesmo só na indústria fonográfica, porque no dia-a-dia essa espécie de gente se esbarra aos montes pelas ruas. Pensei no nome dessa nova banda, repleta de integrantes potencais, durante um jantar com uma amiga. Estávamos falando de amores passados, quando lembrei de Cartola:

"De cada amor tu herderás só o cinismo."

É triste e até cômico assumir, tamanha a ironia. Quer dizer, então, que vivemos ao lado de alguém durante muito tempo e, depois, quando tudo termina, somos obrigados a fingir que está tudo bem?

A boa notícia é que podemos sim fingir que estamos bem até que tudo, de fato, fique bem. Por mais idiota que pareça, isso ajuda a passar o tempo com alguma irreverência. É nessa hora que vestimos a camisa dos jovens solteiros e desesperados: Enquanto não encontramos a pessoa certa, nos divertimos com as erradas. Nada mais burro, nada mais necessário.

A má notícia é que o tal cinismo pode perdurar pelo resto da vida. Eu disse resto da vida? De forma menos trágica, ele pode, apenas, se estender por mais tempo do que deveria. Eu disse apenas?

Quando isso acontece, corremos o sério risco de oferecer menos de nós para uma nova relação e de também esperar menos. Mas eu não acho que no amor deva haver economias. Opinão à parte, vejo que, após o fim do "nós" e o começo do cinismo, tendemos a separar as coisas: o amor, a amizade e o sexo. De repente, não mais que de repente, o bom e velho conceito de namorado não consegue reunir essas três coisas. É quando nos tornamos cínicos e paramos de acreditar no romance. Passamos a fazer piada sobre ele e, apesar do potencial benéfico de rir das próprias dificuldades, não há nada de engraçado em perder a esperança.

Eu deveria terminar esse texto com uma espirituosa solução para o problema. Só se eu inventasse, mas acho que isso não ajudaria ninguém, muito menos a mim. Odeio deixar que o público cante sozinho o refrão, mas é que esqueci a letra ou nunca soube. Prometo não guardar segredo quando descobrir o que fazer, por enquanto, sou mais uma cínica querendo se regenerar, como o resto da banda...




"You know I love you so..."

Realmente...


São Paulo é tudo o que dizem sobre ela. Se eu fosse uma cidade, também ia querer ter nome de Santo. Só eles entendem de grandeza...

Já ouvi alguns dizerem que São Paulo "engole" todo mundo, mas comigo foi o contrário: parece que essa cidade me expandiu.

Pretendo voltar logo, quem sabe morar lá. E, pelo menos, dar ao meu filho um nome de Santo. Para quem veio de Bom Jesus do Itabapoana, tudo a ver uma cidade e um filho com nomes de pessoas que entendem de fé; por sinal, algo que tem feito falta ultimamente.

O céu é cinza, mas poderia ficar mais claro se uns e outros andassem menos de carro e mais de bicicleta, ônibus e metrô. Melhor ainda, só se o Governo ampliasse a rede e a infra-estrutura para o transporte coletivo, não só lá, como em todas as grandes cidades. Será que torcer por isso já é ter fé demais?


Aprendi com e em São Paulo: Fé nunca é demais.


O caos não é o atrativo da cidade grande e nem precisa ser inerente a ela.

São Paulo me fez bem e olha que nem cruzei a "Ipiranga" com a "São João", como imaginei que fosse fazer, igualzinho ao que acontece na música do Caetano Veloso, "Sampa". Preciso ser sincera, como não andei por essas ruas, não vale a pena publicar a letra da canção aqui, apesar de ter assim prometido no post anterior. A verdade é que não tive tempo, o que já faz de mim uma paulistana em potencial. Fica, então, de desculpa para viajar de novo. Dessa vez, sem relógio.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Sampa!


Vou conhecer São Paulo na semana que vem. Queria escrever alguma coisa sobre isso, mas não sei por onde começar. E quando a gente não sabe o que dizer, a gente canta. Tem sempre um música para cada ocasião, sempre acreditei nisso. Mas até a música que conheço sobre São Paulo só vai fazer sentido depois que eu colocar os pés na cidade. Mais uma para o blog. Acho que começo um novo amor...



"Alguma coisa acontece no meu coração." Por enquanto, é só essa parte que faz algum sentido. Rio de Janeiro, não se preocupe. Você ainda é o meu favorito!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

LOVE and the City


Acho difícil uma mulher solteira, que mora sozinha em uma grande cidade não se identificar com o elenco da série Sex and the City, alvo da paráfrase do título ( que ficou muito mais familiar, por sinal). Essa identificação demorou a chegar para mim, mas veio, no verão deste ano.

Tinha acabado de sair do estágio do qual mais gostei, estava procurando outro e já sentindo os efeitos de como seria a vida no último ano de faculdade: Repleta de expectativas. Solteira, mas namorando, de alguma forma me dei conta: estamos todos aqui, "batendo cabeça", tentando fazer nossas vidas, mas só temos algo em comum: buscamos amor. Por mais clichê que isso possa soar aos ouvidos, pelo menos para mim é verdade, é exatamente o que eu quero.

"I'm a person looking for love. Consuming, incovenient, can't live without each other love", suspira Carrie Bradshaw, no último capítulo da série e em uma de suas melhores cenas. Ela procura, eu procuro, nós procuramos. E quando eu digo nós, a quem me refiro?

Moro em um bairro repleto de amigas solteiras que vieram da mesma cidade que eu, como se não bastasse a minha irmã que mora comigo. Estudamos, trabalhamos, aprendemos a cozinhar e a ficarmos sozinhas, mas adoraríamos dividir as tarefas. Não com qualquer um, mas com aquele "um", o "um" que vale a pena. O "um" que ainda não chegou. The one.

Um dia, enquanto uma amiga e eu assistíamos um jogo de futebol em um bar aqui perto, acabamos batendo papo com um pessoal da mesa ao lado, gente boa por sinal. Um rapaz dessa mesa com quem conversávamos virou para mim e disse: "Eu só queria entender porque vocês não têm namorado".

Podia ser só uma cantada, mas juro que fiquei tentando imaginar o que ele queria dizer com isso: "Somos legais demais para não termos ninguém?", "como assim os homens dessa cidade não vêem o quão legais somos e nos livram logo da solteirice?" ou "assistimos jogos de futebol, logo, somos legais e merecemos um namorado?". Eu e minha eterna mania de tentar entender o que as pessoas querem dizer... Às vezes elas não querem dizer nada, só se dar bem...

Eu respondi a ele que não sabia.

Ninguém sabe por que encontra ou deixa de encontrar o "um" de tirar o fôlego. De onde vem esse HUUUUUUUUUM? É um mistério. Sei apenas que um dia ele chega e que,talvez, a gente nem repare, num primeiro momento, que estamos diante do cara. Mas a gente vai se acostumando com a responsabilidade de ter encontrado o amor da vida, ou "um" dos. Até lá, nós, jovens mulheres que dividem apartamento com suas melhores amigas ou irmãs bem que daríamos um bom elenco de "Love and the City", "Love in the City" ou "In Love with the City", como no meu caso recente: Ando apaixonada por essa cidade, mas não vejo a hora de dividir esse amor com um de seus habitantes.

domingo, 26 de outubro de 2008

Lição do fim de semana


Existe uma diferença entre terminar o namoro e ser mal-educado com meus amigos: a segunda atitude é inaceitável. Em uma cidade como Niterói, onde existem três pessoas, as chances de se encontrar com o ex de uma amiga é muito grande, o que poderia causar um certo embaraço, se essa amiga não fosse minha. Sim, fazemos Comunicação Social e temos pouco mais de 20 anos, podemos lidar com qualquer tipo de situação que envolva um fim de semana, os acontecimentos da cidade e os ex(s).

Nós sabemos, mas será que eles sabem? Acho que não. Mas isso não importa agora. O que importa é como nós equilibramos a balança logo após o fim de um relacionamento longo. Resolvi não pensar no ex-namorado mal-educado e sim no cara mais legal que conheci nos últimos meses, que me convidou para uma pizza caseira no domingo e que, diante da minha resposta de que talvez não poderia ir porque precisava rever minhas amigas, disse: "ué, traga-as com você!".

Faz sentido. Quando Deus fecha uma porta, ele abre uma porteira.


Baby, I'm back


Dedico esse blog e suas novas atualizações aos meus amigos, os grandes personagens da minha vida nessa cidade.